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Maria Madalena - Maria Áurea 06/05/2010
 
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A necessidade de nos relacionarmos e termos relacionamentos

A necessidade de nos relacionarmosQuando falamos de relacionamentos, é evidente que existem diferentes níveis, e quanto maior o grau de afinidade, maior será a responsabilidade, e as características passam a ser mais exigidas ou exigentes, isso num conceito humano, pois buscamos muitas vezes nas pessoas e relacionamentos aquilo que não temos de bom em nós, e se a pessoa a qual nos relacionamos não reunir uma série de características, corre-se então o risco dela não fazer parte do nosso convívio ou ambiente pessoal.

A metodologia de Jesus é um pouco diferente da nossa, basta olharmos para as escolhas pessoais dEle, num primeiro momento, na constituição de seus seguidores e amigos, existiam diferenças extremas, desde um pescador (aquele que era o mais humilde) até cobradores de impostos (que já tinham um grau de maturidade intelectual maior), porém a potencialidade e o adjetivos sempre existiram em todos eles, assim como em nós nos dias de hoje, porém Jesus trabalhava cada uma dessas características, como um artista, que vai lapidando um diamante por exemplo, e o resultado de sua obra é sempre espetacular.

Jesus tinha como amigos, aqueles que pelas aparências eram descartados pela sociedade, assim como a família de Betânia, Lázaro era hostilizado devido à lepra (a sociedade via a lepra como uma impureza e isolavam as pessoas e locais afastados), Maria sua irmã era prostituta, e de leprosos, mas nada disso fez com que Jesus se afastasse deles, muito pelo contrário, Jesus tinha possibilidades de condená-los e apontar uma sucessão de erros na vida de cada um deles, mas nunca o fez, por quê? Pois a base de um relacionamento (independente de qual seja) está no amor, não no amor de novela, ou romance, aquele amor superficial, que não passa de 50 minutos por dia e retrata apenas uma vida de faz de conta, pois enquanto estamos nadando nas superfícies de nossos relacionamentos, não saberemos e não experimentaremos quantas maravilhas o fundo do mar pode apresentar.

Então devemos aplicar essa metodologia em nossas vidas, nos nossos relacionamentos, porém de um modo mais específico, vamos falar um pouco do relacionamento de casais, desde a fase de namoro até o casamento e vida a dois, nesse primeiro momento, existem muitas descobertas, veremos que existem muitas coisas em comum, os gostos são iguais na maioria das coisas, e o que aparentemente é uma sintonia fina, futuramente pode se tornar algo pesado e difícil de levar, pois em fase alguma dos nossos relacionamentos devemos omitir nossas vontades, opiniões, muitas vezes teremos que ceder às vontades da outra pessoa, nem sempre as coisas sairão da maneira que queremos, mas temos que ter isso claro e como opção, somos livres para fazer escolhas, e nossas decisões não podem aprisionar ninguém, nem a nós e nem aos outros.

Outro fator de extrema importância num relacionamento é a presença ou ser presença na vida do outro, nem sempre e somente a presença física, eu lia um artigo de um padre, que tratava essa questão de uma maneira bem aberta e considerável, pois se resumia a questão do padre poder ou não casar, afim de que os padres viviam só (de maneira solitária) e sugeria que se tivessem uma companheira muitos problemas pessoais poderiam ser evitados e resolvidos, e o que mais me chamou a atenção foi a clareza e o discernimento dele, pois corremos o risco de estarmos sozinhos em meio a multidão, corremos o risco de estarmos com alguém (namorada ou esposa) e vivermos só, de não enxergar a pessoa, como um suporte e doação, de apenas buscarmos os interesses próprios e que nos satisfaça, sugando aquilo que as pessoas tem de melhor, ou seja, a alegria e dádiva de viver, e isso sem dúvida é mais do que suficiente para matar qualquer relacionamento interpessoal.

Nossos relacionamentos serão cada vez mais sólidos e concretos, quando nos despojarmos, se nos vermos no individual, porém um individual que faz parte de um todo, somos uma parcela da história, que pode contribuir de maneira positiva ou negativa, podemos diariamente ou a todo momento fazer a diferença na vida de alguém, seja num cumprimento, num sorriso, num abraço, num desejar bom dia ou boa sorte, que Deus abençoe, essas ações são suficientes para plantarmos céu na vida das pessoas, sendo que a colheita será maravilhosa e será revertida em bênçãos para nós mesmos.

Rafael Maximo