Se conhecesses o dom de Deus
Esta foi a resposta de Jesus à samaritana que tinha ido tirar água do poço de Jacó, para as suas necessidades cotidianas.
Jesus se serve da ocasião para falar ao coração daquela mulher quer vivia em busca de ser amada e valorizada. Ela, na verdade, buscava no terreno o que era divino, ou seja, a sua identidade, o sentido da sua vida.
Da mesma forma, acontece conosco.
Quantas vezes nos distanciamos da nossa identidade primeira, do sentido real das nossas vidas. Quantas vezes permitimos que pessoas, trabalho, missão, função, cargo, pastoral, etc., seja o sentido das nossas vidas, e acabamos vivendo para eles, em torno deles como se pudessem preencher por completo a sede do nosso coração, quando só uma pessoa pode nos preencher totalmente, porque Ele é o sentido real do nosso existir.
Todos nós fomos criados para o louvor e a adoração a Deus e, enquanto não direcionarmos a nossa vida para esse fim, não teremos vida em nós. E de um modo todo especial a vida consagrada, que encontra sua razão de ser no cumprimento dessa realidade: o amor absoluto a Deus, num coração indiviso.
Se conhecesses o dom de Deus...
E qual é o dom de Deus?
Na passagem de 1Jo 4,8 diz que: Deus é amor.
Portanto se Deus é amor, Ele é vida e gerador da vida. Só quem ama, com verdade, pode gerar vida aonde se encontra.
Se conhecermos esse amor e decidirmos por ele, estaremos acolhendo a nossa identidade. Fomos criados com amor, por amor e para o amor. E nossa vida não terá sentido enquanto escolhermos outras águas para saciar a sede do nosso coração.
Como o peixe não pode viver fora d’água, assim nós também não teremos vida fora de Deus, que é o nosso princípio e fim. Quem já teve a oportunidade de ver o peixe quando sai da água, ele começa se debater e aos poucos vai morrendo, da mesma forma se dá conosco, quando nos afastamos de Deus e queremos viver por nossa conta e vontade, logo começamos a nos debater e sem percebermos vamos morrendo espiritualmente.
É preciso, portanto voltarmos para a nossa vocação primeira e nos apropriar desse amor e o deixar transformar as nossas vidas, para que mergulhados nessa água, possamos ter a vida em nós.
Fonte:www.jave.com.br
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